Drogas

Aqui apresentamos um texto relativamente grande. Digamos que sua extensão tem muito a ver com a proporção que esse tema tem em nossa sociedade hoje. Por mais longo que seja, vale muito a pena ser lido. Ao final do texto existem indicações de outros artigos sobre drogas e álcool, afinal, com a “epidemia” que vivemos hoje em relação ao uso de álcool e outras drogas, toda e qualquer informação é bem vinda, quem sabe assim possamos ajudar e nos conscientizar.

Nos dias de Hoje, vários segmentos da sociedade tem se mobilizado para tratar do tema “DROGAS ILEGAIS”, porém mais do que se discutir o tema, devemos principalmente nos preocupar com o ser humano que as consome e porque as consome. Então se levanta a questão: O que leva uma pessoa a depender de drogas? O (s) motivos que levam uma pessoa a depender de drogas, não se encontram só na esfera individual, mas também na esfera social e familiar.
Acredita-se que o fato de usar drogas, surge muitas vezes, como um pedido de socorro do dependente que sente-se impotente diante da realidade.

Quando nos deparamos com o assunto “DROGAS”, em geral, nos surge a ideia de duas coisas: que drogas são somente aquelas substâncias proibidas por lei (maconha, cocaína, etc.) e que as drogas estão ligadas exclusivamente com os jovens, o que não é verdade.

Como exemplo de drogas legais, pode-se citar as bebidas alcoólicas e também a relação de dependência que algumas pessoas estabelecem com medicamentos, a ponto de se tornarem, tão, ou mais dependentes do que aqueles que fazem uso de maconha ou cocaína, por exemplo. Neste ponto podemos observar certa hipocrisia por parte da sociedade, pois a mesma sociedade de induz o individuo ao uso através dos meios de comunicação em massa, a consumir bebidas alcoólicas e muitos medicamentos ao mesmo tempo combate as drogas ilegais, como se tais drogas legais fossem inofensivas e impassíveis de causar dependência assim como as ilegais.

O mecanismo que move um drogadicto pode ser comparado com o mecanismo que move o obeso, mudando é claro o objeto de consumo, mesmo que na realidade, sua significação seja idêntica, segundo colocam Kalina e Grinberg em Aos Pais de Adolescentes P. 54 e 55.

“E, no fundo, é isto precisamente que a droga representa para ele (o dependente): comida. O alimento na sua forma mais primitiva e o que o reconduz aos estágios mais primitivos de relacionamento. Com a ingestão da droga o adolescente reassume a postura inerme e disforme de um bebê, que reclama atendimento e proteção. Que precisa de amor para sobreviver. E na sua fantasia, como na de uma criança, o amor é sinônimo de comida. Já que um ou outro lhe traz a mesma sensação – tão procurada – de apaziguamento. É um acordo de paz. Conseguido a preço de ouro em pó, em troca de sorver o conteúdo mágico que reconstrói um paraíso perdido”.

Geralmente o uso de drogas começa na adolescência, por ser um período critico da vida, onde o individuo se torna muito sensível, devido ao que se passa em seu interior e no mundo que o cerca. É um período que varia mais ou menos entre os 12 e os 20 anos, época essa, em que o jovem encontra muitas pressões, principalmente por ter que definir seu papel na sociedade, através de estudo, profissão, emprego. Dentro dessa busca de identidade, por muitas vezes, o jovem defronta-se ou busca soluções mágicas, dentre elas as drogas.

Em geral o adolescente procura as drogas por terem ouvido falar delas, ou seja, por curiosidade, a outros elas são oferecidas em círculos de amizades; e alguns são, inclusive, pressionados a experimentar determinado tipo de droga.

As maiorias das pessoas, depois de usarem certa droga por um pequeno período de tempo, não encontram um sentido na mesma e descontinuam o uso. Outros podem se tornar usuários ocasionais, utilizando a droga em determinadas situações, é importante lembrar, que, muitos dos dependentes começaram como usuários ocasionais, até que acabaram por se encontrar na droga, passando assim, a estabelecer com ela uma relação de dependência.

Geralmente o dependente começa com uma droga considerada “leve”, como é o caso da maconha, com o passar do tempo a relação a relação com a droga vai se estreitando, então, o dependente, começa a usar uma outra droga, considerada uma “droga pesada”, cita-se como exemplo a cocaína inalada. Porém, nem sempre é válida essa passagem de “droga leve” para “droga pesada”. Pois o individuo pode continuar usando aquela droga com a que tomou contato inicialmente.

Classificação das Drogas

Farmacologicamente, conforme características comuns, as substâncias químicas são classificadas em três grandes grupos:

I- Estimulantes do SNC (Sistema Nervoso Central)

  • Anfetaminas = dextrofetamina
  • metafetamina
  • netilfenidato
  • Anorexígenos = fenproporex
  • (anfetamínicos) dietilpropina
  • mazilol
  • Cocaína e crack
  • Nicotina (tabaco)
  • Xantinas = cafeína (chás, café, chocolate, refrigerantes)
  • teobromina (chocolate)
  • teofilina

II- Depressoras do SNC

  • Álcool etílico
  • Tranqüilizantes (ansiolíticos, benzodizepinicos), hipnóticos e barbitúricos
  • Inalantes (colas, solventes, aerosóis)
  • Opiáceos e analgésicos narcóticos
  • Naturais = ópio, morfina, codeína (xaropes)
  • Semi-sintécos = heroína
  • Sintéticos = propoxifeno, meperidina, metadona

III- Perturbadoras do SNC

  • Origem Vegetal = THC (delta-9 tetrahidrocanabinol = maconha)
  • psilocibina (cogumelos)
  • mescalina (cacto = peiote)
  • lírio, trombeteira, zabumba ou saia – branca
  • Origem Sintética = LSD (ácido lisérgico)
  • MDMA (ecstasy)
  • Anticolinérgicos (= artane, akineton)

Drogas e a Sociedade

A relação de dependência estabelecida com a droga, não surge por mero acaso ou acidente. Em geral o dependente traz consigo sérias dificuldades de sua infância, onde, provavelmente, a aprendizagem do relacionamento social com as figuras parentais foi falho ou traumático, pode-se incluir aqui a dificuldade de relacionamento afetivo nas relações familiares e até a perda de um ente querido, seja por morte, seja por separação do casal. Durante sua vida o individuo pode ter sofrido pequenos ou grandes abandonos por parte das figuras paternas, assim, o individuo não conseguiu adquirir na matriz de suas primeiras relações familiares certa dose de segurança básica no outro, extrapolando, assim, essa desconfiança para suas relações sociais mais amplas. Aí entra a droga, como um suporte, uma muleta, que de alguma forma lhe da segurança, mesmo sendo essa uma falsa segurança.

As situações posteriores à elaboração da sua dependência, acabam por levar o drogadicto a se afastar, cada vez mais, do seu meio social, vivendo assim, de forma alienada ao mundo, podendo chegar realmente a se envolver com o mundo marginal. Muitos, pelo grau de envolvimento com a droga e com pessoas ligadas ao trafico, acabam por se tornar traficantes, apenas para terem uma parcela da droga para seu uso.

A sociedade em geral, não é capaz de compreender essas condutas, pelo contrário, vê o drogadicto como um grave marginal, abandonando-o ainda mais. A sociedade (inclui-se em sociedade também a família neste caso) não compreende que o próprio uso da droga apresenta-se como um pedido de socorro, demanda de alguém que sente-se abandonado, carente de amor e ao marginaliza-lo acentuam-se tais necessidades, deixando-o, assim, mais abandonado e carente.

Muitos drogadictos dizem que “preferem” essa vida porque a sociedade é podre, não valendo a pena querer modifica-la, ou que a sociedade não tem conserto. De fato, o uso da droga pode ser, em alguns casos, até um ato de contestação e de rebeldia. Porém ao se drogar, o jovem na verdade esta fazendo exatamente o jogo que a sociedade quer: afastados do processo social, os drogadictos permitem que a sociedade continue a mesma e, concomitantemente, eles acabam servindo de parâmetro de condutas boas e más, loucas e sadias. Ao “viajarem” com as drogas, os indivíduos entram no jogo de manter tudo na mesma, pois se ausentando do sistema ficam impossibilitados de fazer transformações históricas. Tornam-se, assim, passivos, alienados, não críticos e, simultaneamente, bodes expiatórios de todo um sistema muito doente.

Se desejamos algo que não podemos comprar ou consumir, a sociedade nos oferece em “suaves prestações”. O consumo de droga e o suicido lento e progressivo, que resulta de seu uso, tem estreitas ligações com nosso modo de vida em sociedade.
Na verdade, se o drogadicto visa seu prazer imediato a qualquer custo, não se importando com as implicações desse prazer, quer em nível pessoal quer familiar, na sociedade o sentido de consumir não é muito diferente. Esse sentido visa também um prazer imediato, e, o que é pior, acaba-se entendendo que a busca do prazer pelo consumo é o único valor existente.

A loucura pessoal do drogadicto é, a nosso ver, emergente de toda loucura social. Afastar pura e simplesmente, ou apenas reprimir o drogadicto, é uma doce ilusão da sociedade que acha estar afastando de si o mal, a loucura, a morte. Se entendermos a drogadicção como emergente de um meio enfermo, ainda é tempo de questionarmos esse meio e a loucura coletiva do consumo. E, sobretudo, se concordamos que o jovem que se droga esta se matando aos poucos, é hora de tentarmos fazer algo, pois estamos numa sociedade que está levando, cada vez mais, a sua esperança – os jovens – à fuga extrema: à morte!

Drogas e Família

O dependente, não adoece sozinho, pode-se dizer que a família do dependente é doente. Nessas famílias existem padrões de comunicação no relacionamento entre seus membros que são patológicos. Não que em outras famílias, não se observem esses padrões, entretanto, na família do drogadicto esses padrões patológicos de comunicação transformam-se na regra.

Existem indivíduos que assumem o casamento ou constituem uma família, sem estarem devidamente amadurecidos, preparados para esse fim. Os padrões comunicacionais, resultam dessa imaturidade, ocorrida primeiramente entre o casal e depois entre pais e filhos.

Quando emerge num grupo familiar um membro drogadicto, esse, apenas com sua drogadicção, está denunciando que todo grupo está enfermo. Por ser o membro mais sensível da família o drogadicto torna-se depósito de toda a “doença” familiar. Apesar do esforço consciente que a família faz para auxiliar o membro doente, inconscientemente trabalha para manter as coisas como estão. Não é nada difícil de encontrar o fato de um filho drogadicto, dentro da euforia da droga, tornar-se a defesa “maníaca” de uma mãe depressiva. Em outras situações, mesmo sabendo que o filho está se drogando, os pais continuam dando-lhe a mesada semanal ou facilitando-lhe o acesso a objetos que possa furtar para trocar por drogas. Ainda há pais que questionam a drogadicção do filho, mas que usam, de forma dependente, tranqüilizantes ou medicamentos para dormir. Outros fazem pactos com o filho no sentido de que se o mesmo deixar a droga irá ganhar certo presente ou regalia. Na pratica o filho continua a se drogar e, assim mesmo, recebe o prometido.

Uma dificuldade muito presente no grupo familiar do drogadicto é os pais não saberem lidar com a noção de limites. Num ponto, há pais que negam tudo ao filho; num outro, dão de tudo, sendo incapazes de frustrar o filho e impedindo-o de aprender a adiar certos tipos de satisfação ou prazer. Então, os pais, não suportando os pedidos do filho, e para controlar a própria ansiedade, trocam o afeto pelos bens materiais..

Um dos padrões típicos de comunicação do grupo familiar do drogadicto é não comunicar. Os pais não dialogam entre si nem com os filhos; e muitos recursos são utilizados para manter a não-comunicação. As vezes um programa de TV é uma desculpa para evitar o dialogo, ou seja, no momento do programa, este se torna o centro de atenção dos membros do grupo que não aceitam qualquer interrupção (dialogo). Outras vezes a desculpa é o cansaço do trabalho ou o mau negócio feito na rua pelo pai, dizendo estar indisposto para conversar. Em algumas situações, o sintoma ou a simulação justifica a não – comunicação: uma dor de cabeça, um mal-estar, etc.

Em suma, no caso em questão, a comunicação entre marido e mulher e entre estes e os filhos é uma situação que gera ansiedade e, assim, o dialogo é evitado. Conversa-se apenas o óbvio, o necessário, ou seja, os temas inevitáveis como comida, roupa, dinheiro, etc.

Assim a mentira e o segredo são situações de regra na família do drogadicto. Alguém esconde algo de alguém, outro distorce a informação, um mente para o outro.

É por isso que o drogadicto mente muito. Muitos pensam que o jovem que se droga mente sobre sua dependência e tudo que o cerca porque o tóxico é proibido. Em parte isso é correto, mas todo o aprendizado de esconder algo ou de mentir sobre as situações reais se desenvolveu no seio da família.

Às vezes os pais “desconfiam” que o filho está se drogando, mas, dificultados pela maneira como o grupo familiar se comunica, eles esperam a comprovação. Os bloqueios de comunicação na família do drogadicto são freqüentemente em situações sutis, onde todos sabem que algo está acontecendo, mas que ninguém quer acreditar. É um jogo de aparências.

A partir da constatação, ou melhor, da identificação do membro em dificuldade, o drogadicto, que é o depositário das dificuldades da família, estimula um processo de adoecer recíproco. O drogadicto agora, com seu comportamento, adoece ainda mais o grupo familiar, e as tentativas de controle por parte da família levam-no a se afundar mais na droga. É geralmente nessa situação de sofrimento e sem solução à vista que o grupo familiar, e às vezes o próprio drogadicto, pede socorro.

O Álcool

Desde que se descobriu a bebida alcoólica, o beber passou a ser, nas diversas culturas um costume facilmente assimilável pesos jovens adolescentes e futuros adultos. E revestiu-se de tão profunda significação, que se mantém intacto ao longo de milhares de anos, proporcionando alegrias e prazeres para alguns, enquanto para outros, é a própria representação da morte em vida. Afinal, qual é a origem dessa absurda discrepância?

Baco, o deus do vinho, dizia que quem bebesse aquele líquido mágico ou sagrado, além de alegre, ficaria possuído por talentos e poderes divinos. Era uma ilusão. Depois vieram os bacanais e a violência e até hoje vemos a ação do álcool influenciando a vida de milhares de pessoas: muitas delas apenas se divertindo, algumas se tornando violentas, e outras se matando lentamente.

Tudo isso porque o álcool é uma droga “mágica”, ela atua nos dois pólos do nosso humor, permitindo que em pequenas doses provoque relaxamento, desinibição, alegria, prazer. Em doses maiores produz euforia, diminuição dos reflexos, labilidade e descontrole emocional, fala arrastada, agressividade

Os graus (níveis) da adição (ligação, vinculação) à droga

A adição (ligação, vinculação) à droga em geral é um processo evolutivo gradual, que se desenvolve e se estrutura ao longo de meses e de anos. Ninguém fica dependente da noite para o dia. São várias as experimentações e as buscas dos efeitos desejados. São muitas as repetições do mesmo ritual até se estabelecer uma relação mais estreita da pessoa com a droga, a dependência enfim, que configura uma necessidade confirmada da substancia. Dentro dos diversos estágios, podemos classificar as dependências em leves, moderadas e graves. Em termos didáticos, uma das classificações mais práticas, é a apresentada pelo Dr. Mim J. Landry, em seu livro Understanding drugs of abuse (compreendendo as drogas de abuso), onde as condições podem ser classificadas em iniciais, intermediarias e avançadas, cada etapa com sinais e sintomas característicos:

I. Adição Inicial

  • Uso experimental da droga
  • O uso é prazeroso, recompensador
  • Muitos dos amigos são não – usuários
  • Usa como um ato de desafio
  • Primeira intoxicação ou ressaca
  • Aumento da tolerância (suporta doses maiores)
  • Algumas conseqüências adversas
  • Episódio de impulsividade
  • Usa drogas quando oferecidas
  • Pode sentir-se invulnerável
  • O uso se torna mais regular
  • Usa para escapar do tédio
  • Primeiro “blackout” (amnésia)
  • Baixa tolerância a frustração
  • Algumas perdas de controle
  • Episódios de irresponsabilidade

II. Adição Intermediaria

  • O uso pode ser mais freqüente
  • Usa para se sentir bem como pessoa
  • Usa para bloquear sentimentos
  • Compulsão e “fome”de drogas
  • A maioria dos amigos são usuários de droga
  • Gasta mais tempo usando drogas
  • Perda de controle sobre as drogas
  • Oscilação de humor
  • Aumento dos problemas em casa
  • Isolamento, esconde as drogas
  • Comportamento inconsistente
  • Promiscuidade, negatividade
  • A família fica alerta
  • As intoxicações podem ser mais severas
  • Usa para escapar dos problemas
  • Usa para fortalecer a ligação com os amigos
  • Usa apesar dos efeitos adversos
  • Começa a comprar drogas
  • Mais tempo gasto procurando drogas
  • Culpa e vergonha sobre a perda do controle
  • Mudanças na aparência
  • Aumentam os problemas na escola
  • Falta aulas, a performance escolar cai
  • Brigas, hostilidades, comportamento defensivo
  • Caem as atividades extracurriculares
  • Possíveis problemas legais
  • Confronto com os pais

III. Adição avançada

  • Usa para evitar compulsão
  • Perda do controle depois do uso
  • Usa para sentir-se normal
  • Episódios de overdose
  • Sintomas de falta da droga
  • Falham as tentativas de controlar o uso
  • Negação é o aspecto mais proeminente
  • Usa isolado
  • Desonestidade torna-se freqüente
  • As desculpas são exaustivas
  • Desespero e ódio de si mesmo
  • Depressão cronica
  • Múltiplos medos e ansiedades
  • A maioria dos amigos usam drogas
  • Conflitos familiares sobre drogas
  • “Fome” de drogas comanda o comportamento
  • Uso continuo apesar das conseqüências
  • “Blackouts” e deterioração da memória
  • Danos físicos relacionados à droga
  • Desilusões do uso controlado
  • Obsessão, preocupação com o uso
  • Culpa os outros pelos problemas
  • Aumenta o comportamento de risco
  • Mentiras sobre a quantidade de drogas usadas
  • Mudanças na aparência
  • Ressentimentos, raiva dos outros
  • Baixa auto estima
  • Agitação freqüente
  • Promiscuidade e brigas aumentam
  • Freqüentemente tem suprimento de drogas
  • Problemas legais e na escola
  • Problemas médicos devido ao uso de drogas
  • Aumenta a severidade das conseqüências.

Porque os Filhos Usam Drogas

Dentro da amplitude e diversidade e simbolizações e sensações é que parece residir a atração e a magia quase inevitável pela química das drogas. Legais ou proibidas, “leves” ou “pesadas” elas parecem ser eternas. Na maioria das pessoas, essa atração ocorre de forma sutil, delicada, aconchegante. Nos moderados, de forma mais intensa, mais estreita e nos exagerados, de forma vibrante, extravagante, descontrolada e imprevisível. E geralmente é o tipo da pessoa (personalidade) que seleciona e elege o tipo de química.

Os filhos de hoje usam drogas simplesmente porque elas já fazem parte, há muito tempo, do jogo da vida (e da morte). Os nossos avós e bisavós (que usavam rapé, tomavam vinho, cachaça e cerveja) e todas as linhagens de nossos ancestrais, faziam uso de algum tipo de droga. Equivoca-se quem pensa que atualmente o uso de drogas é um problema dos jovens. Os adultos de hoje usam drogas legais como nunca se viu antes. Quase 80% dos adultos tomam bebidas alcoólicas com freqüência (embora a minoria só 10% fiquem dependentes); 35% da população adulta fuma bastante e são dependentes do tabaco, e o Brasil é o maior importador e consumidor de Anfetaminas (remédios para emagrecer) do mundo, num país de milhões de famintos miseráveis.

A maioria dos jovens experimentam o álcool, a droga legal mis consumida, e é muito comum ocorrer o “batismo” do primeiro porre, que é um rito de passagem na adolescência. Em geral é uma experiência inesquecível, que pode se repetir por mais algumas vezes.

Os filhos de hoje percebem os adultos se intoxicando, a mídia propagandeando para que se consuma mais e mais, e eles acabam imitando, e até consomem mais mesmo. Infelizmente a imitação prevalece em geral, também para os aspectos negativos a partir da puberdade principalmente, quando na infância, a criança inocente, sempre dizia que, quando crescesse, não iria usar droga como os adultos. Muitos quando crescem, prestam, de forma inconsciente, essa estranha “homenagem” ao pai ou a mãe que bebia ou se drogava demais. Imitam, repetem, apesar de conscientemente não quererem faze-lo. É uma ligação patológica que se mantém. Para muitos, a droga é fonte de vida, um estimulo para diversas ocasiões e emoções. Para outros é o suicídio lento, mascarado e disfarçado pelos efeitos prazerosos momentâneos.

O mercado das drogas existe para os jovens porque eles já trazem uma predisposição (herança) e um desejo incipiente, mas o que mais favorece é o estimulo constante e a oferta exagerada, a facilidade autorizada e uma proibição demagógica contraditória.
Uma das questões mais comuns trazidas pelos paris quando descobrem que o filho usa alguma droga é se perguntar: – “Onde foi que eu errei”? E errou mesmo. A gente essa um monte e acerta outro tanto. Estamos errando e acertando todo dia. Os filhos também. O difícil é admitir isso, especialmente a primeira parte. Existem pais que se culpam e se preocupam de forma exagerada. A culpa é o sentimento de quem tem a consciência pesada. Só que isso não resolve nada, precisa é se desculpar… A questão, de novo, na auto-análise é sacar onde errou e acertou, as conseqüências disso e o que fazer com isso. Se não analisar, vai provavelmente, repetir o erro.

Droga não deveria ser mais tanto tabu. É uma realidade muito evidente, um quarto da população geral (jovens e adultos) consome algum tipo de droga, das formas mais diversas. Outra grande dificuldade dos pais é não contar com a hipótese de os filhos usarem drogas. Essa negação da possibilidade, ou o ser contra “a priori”, de forma indiscutível, radicaliza e algo que é flexível pro natureza, ou seja, o uso de drogas (ou química), há milênios é um recurso disponível para aliviar a dor, a angustia, o sofrimento, os medos, as perdas, etc., além de ser também um recurso que estimula certo prazer e certa alegria. É claro que não vamos estimular o uso de drogas para lidar com esses sentimentos, mas devemos considerar essa possibilidade para analisa-la se ocorrer e, principalmente, descobrir e ensinar outros recursos para manejar essas emoções.

O Papel Positivo da
Família é para…

…mostrar que há diálogo, confiança e relação afetiva;
***
…ajuda-lo a estabelecer regras e evitar as situações que o levam à uma recaída;
***
…mostrar que é possível encontrar ajuda de um profissional e conseguir se tratar;
***
…mostrar como é possível se organizar numa rotina sem o uso de drogas.
Para manter seu filho longe
das drogas, basta você…

…falar com ele. O dialogo aumenta o vínculo de confiança e companheirismo;
***
…escuta-lo. Os jovens gostam de compartilhar suas idéias e experiências, com isso você estará mostrando interesse e atenção pelo que acontece em seu cotidiano;
***
…ajuda-lo a desenvolverem auto-estima, elogiando e valorizando seus sucessos, criticando e mostrando possíveis outros caminhos para novos sucessos;
***
…ajuda-lo a criar valores como honestidade, lealdade e integridade, pois são estes os valores que o fará discernir entre o que é bom ou ruim;
***
…dar bons exemplos. Os pais são um ponto de referencia e e uma figura de representação, portanto, assuma atitudes positivas.
***
…fornecer meios para que ele desenvolva um senso crítico, principalmente, direcionado ao que é veiculado pelas mídias e pelos meios de comunicação de massa, com especial atenção para mensagens que alem pelo consumo ou explorem a sexualidade;
***
…estabelecer regras para o funcionamento do lar, com estipulação de penas para as transgressões;
***
…valorizar atividades saudáveis e que puxem pela criatividade, principalmente aquelas realizadas em grupo. Eventos escolares educativos e de lazer o ajudarão a aprender a lidar com perdas, regras e derrotas, além de contribuir com o combate à ociosidade;
***
…não ocultar seus erros para torna-lo responsável pelos próprio atos;
***
…ser um agente de segurança e amor, isso fará que suas atitudes venham de ações tomadas com realismo, tornado suas decisões para resultados sadios;
***

Saiba mais sobre esse assunto, abaixo links com artigos que escrevi sobre o assunto:

http://www.tlc-curitiba.com.br/muralrafaremer.html

http://www.tlc-curitiba.com.br/muralrafaremer6.html

http://www.tlc-curitiba.com.br/muralrafaremer10.html

Psicólogo em Curitiba

 

Se você quiser mais informações de casos de tratamento que funcionaram nesse processo de dependência química, me peça individualmente que eu lhe envio, pre firo evitar exposição. Mas leia, é esclarecedor! 

Estresse

A vida moderna e o estresse relacionam-se intimamente. A doença penetra fundo na sociedade, como provam as inúmeras expressões de nosso vocabulário. Quem já não ouviu dizer alguém dizer que “se virou em dois” para conseguir dar conta de um trabalho? Há os que “fazem das tripas coração” para suportar perdas, reunir forças e prosseguir. Para sobreviver “matamos um leão por dia”, “vendemos a alma ao diabo”, “enfiamos os pés pela mãos”, ou “passamos por cima de todo mundo”. Incríveis os malabarismos que somos obrigados a fazer nos momentos de sufoco e estresse!

Sabemos sobre o custo de tamanho esforço. Todos acabamos “estourados”, de tanto trabalhar. Se o trabalho mental é excessivo, pode “cozinhar os miolos”, deixar a “cabeça cheia” ou até “dar um nó na cabeça”. Os efeitos da vida estressante sobre os diversos órgãos humanos são, igualmente, nossos velhos conhecidos: o “nó” também pode ser “nas tripas”; o coração “sair pela boca”; o peito, “ficar apertado”; ou “faltar ar nos pulmões”. Alguns até, recebem uma “punhalada pelas costas” – sem dúvida, o jogo está ficando perigoso.

O mal invisível rouba nossa energia, deteriora nossas relações e deixa-nos desprotegidos. Somos “sugados” pelo trabalho, “massacrados” pela rotina, “esmagados” por uma “forte pressão”. É comum ouvirmos queixas como a de “sentir a cabeça vazia”, viver “arrastando-se”, estar com a “língua de fora”, “acabado” ou “quase morto”.

Certamente você se identificou com alguns dos temos usados acima! Pois é! E então, o que fazer com todo esse estresse? É possível viver sem ele nos dias de hoje? Como “desestressar”?

Existem várias maneiras de convivermos com o estresse, pois é quase impossível nos dias atuais viver sem estresse! Precisamos encontra um caminho para canalizar essa energia negativa do estresse e reverte-la em algo positivo. Isso é possível e está a acessível para todos, conseguiremos tornar o negativo em positivo com uma simples palavra: autoconhecimento! Conhecer a si mesmo, ter consciência do seu ser, do seu ter e seu viver, o torna capaz, de transformar você mesmo, sua família, seu trabalho, a sociedade… mas sempre a primeira transformação tem que acontecer em você, pois a mudança só acontece de dentro para fora, tentar fazer o contrário apenas gerará mais estresse.

Quer refletir um pouco sobre o que fazer com seu estresse? Leia esse artigo que publiquei, quem sabe você encontre a resposta nas coisas mais simples, nos pequenos detalhes…

http://www.acontececuritiba.com.br/n/rafael-remer/4664-sera-que-tem-cura

Psicólogo em Curitiba

Terapia de Casal

Terapia de Casal

Assista o vídeo no final

    Quando não conseguimos, por nós próprios, encontrar o ponto em que estamos bloqueados para amar, então é bom fazer terapia.

    A indicação básica para terapia de casal é melhorar a comunicação entre os dois.

    Muitas relações chegam a tal ponto de deterioração que, ao se colocar um ponto de vista, este será inevitavelmente tido como crítica distorcida, fazendo-se generalizações, ampliando-se os problemas. Forma-se um verdadeiro campo de batalha.

    É básico, então, ter a humildade de convidar uma pessoa neutra, com treinamento adequado, para ajudar a restaurar a comunicação, seja para reorganizar a relação, seja até para encaminhar uma separação. É muito sadio que duas pessoas, importantes uma para outra, consigam trocar bem suas ideias e sentimentos, principalmente quando existem filhos. É importante usar a terapia como um meio de o casal enfrentar seus problemas e decidir suas vidas, sem pretender, contudo, uma solução mágica vinda do analista. Psicoterapia pode ser um ótimo recurso, desde que se admita que a responsabilidade pelas decisões e condutas pertencem a cada um, e que o terapeuta é alguém que tem como papel ajudar nas reflexões.

    A necessidade da terapia vem, quando se percebe que “diálogos” não resolvem.

    Existe um grande número de pessoas que estão sempre querendo falar, de forma compulsiva, sobre tudo o que acontece. Querem parar para conversar a cada passo, com a intensão de descobrir o que está indo mau e até de desvendar “motivos ocultos”. É obvio, que o diálogo é a grande chave do entendimento. Mas existem momentos em que é ineficaz.

    O diálogo é ineficaz quando é feito sob pressão, para conversar sobre qualquer coisinha. Leva a uma espécie de ditadura.

    Se um dos dois necessita estar em silêncio, precisa ser respeitado. Às vezes, esse silêncio leva a reflexão para um entendimento maior do casal.

    Diálogos resultantes de agressividade embutida nada resolvem; ao contrário, criam uma situação em que a tensão é ainda maior.

    Quando os casais querem transformar cada dialogo em terapia caseira, lutas de titãs se travam, contribuindo para aumentar os ressentimentos.

    Uma saída eficiente é trocar este tipo de diálogo por diversões a dois, como ir a um cinema ou brincar com as crianças. Às vezes convém não se ter a pretensão de se resolver tudo de uma vez. É melhor desfrutar do que há de bom na relação, curtir o outro naquilo em que estiver disponível e estar consciente de que nunca haverá total ajuste entre o casal. O que permite uma superação continua e um crescimento constante!

Quer saber um pouquinho mais sobre esse assunto? Leia o artigo que escrevi na coluna do link abaixo, creio que valha a pena ler e refletir!

http://www.acontececuritiba.com.br/n/rafael-remer/4610-casais

Assista a entrevista, é bem interessante também!

 

Psicólogo em Curitiba

Terapia de Casal em Curitiba

Terapia individual em Curitiba

Rafael Leitoles Remer, Psicólogo – CRP:08/09332

Contatos: (41) 3082-8778 e (41) 99182-1966 

Transtorno bipolar

Os conceitos de depressão e mania existem há séculos, e Hipócrates já havia descrito pacientes com melancolia, atribuindo-lhes causa biológica. Entretanto, somente a partir do século XIX ficou claro que depressão e mania representavam dois estágios de uma mesma doença.

Até o início dos anos oitenta, o transtorno do humor (ou afetivo) bipolar era conhecido como psicose maníaco-depressiva, mas, a partir dos anos setenta, foram estudadas também formas mais leves de euforia, como a hipomania. Com isso, o termo psicose, que denotava maior gravidade, deixou de ser apropriado e não é mais usado nos diagnósticos.

A última edição da Classificação Internacional das Doenças (CID-10), realizada pela Organização Mundial de Saúde e publicada em 1993, foi fruto de investigações realizadas no mundo todo, adaptou-se mais à realidade clínica dos pacientes e possibilitou o diagnóstico de depressão e euforias com gravidade variável.

Chamamos de bipolares tipo I os pacientes que tiveram, pelo menos, uma fase de mania ou estado misto e de bipolares tipo II aqueles que, ao longo da vida, tiveram apenas hipomania, ou seja, euforias leves.

Apesar do transtorno bipolar ser conhecido há muitos anos, a falta de um tratamento eficaz facilitava a confusão do diagnóstico com esquizofrenia e, geralmente, levava à internação. O surgimento de tranquilizantes potentes e sais de lítio trouxe novo alento. Pacientes que tinham acesso ao tratamento preventivo com carbonato de lítio e muitos outros estabilizadores de humor que existem no mercado hoje, geralmente deixavam de ser reinternados. Foi ocorrendo uma gradativa descentralização do tratamento hospitalar para o ambulatorial, permitindo auxiliar pacientes com formas mais leves de euforia e depressão, antes pouco vistos ou diagnosticados com “neuróticos” (termo psicanalítico).

O aprimoramento do diagnóstico e o aparecimento de novos medicamentos impulsionaram a pesquisa sobre os transtornos do humor, principalmente na década de noventa. Conhecer melhor o diagnóstico, as causas e o tratamento permite aos pacientes a oportunidade de restaurar sua própria vida, na família, com os amigos, no trabalho e nos estudos.

O que são Transtornos do Humor?

Transtornos do humor (ou afetivos) são enfermidades em que existe uma alteração do humor, da energia (ânimo) e do jeito de sentir, pensar e comportar-se. Acontecem como crises únicas ou cíclicas, oscilando ao longo da vida. Podem ser episódios de depressão ou mania. Na depressão, a pessoa sente tristeza exagerada e desanimo, e, na mania, um aumento da energia e euforia anormal. A maioria dos pacientes sofre apenas de depressão(ões) e alguns também tem manias. O termo mania não significa “mania de fazer alguma coisa” ou algum tique – é simplesmente o nome que a ciência da para fase de euforia do transtorno bipolar. Às vezes, surgem sintomas depressivos e maníacos simultaneamente, os chamados estados mistos.

Os sintomas de euforia e depressão podem variar de um paciente a outro e no mesmo paciente, ao longo do tempo, muitas vezes confundindo-o e seus familiares.

Qual a frequência dos transtornos do humor e quem corre maior risco?

Os transtornos do humor atingem mais de 20% da população em algum momento da vida. As depressões são duas vezes mais comuns nas mulheres que em homens, iniciam-se, em geral, entre 20 e 40 anos de idade e vitimam 16% a 18% das pessoas. Transtornos do humor bipolares tipo I atingem igualmente 1% a 2% dos homens e mulheres e começam geralmente entre 15 e 30 anos de idade. Cerca de 30% da população pode desenvolver a forma bipolar tipo II, mais comum em mulheres. Apesar de pouco frequentes, os transtornos de humor atingem crianças, com sintomas ansiosos e irritabilidade predominantes.

Para se diagnosticar o Transtorno Bipolar?

Basta uma única fase de hipomania ou mania, precedida ou não de qualquer tipo de depressão, para diagnosticar transtorno do humor bipolar. Depois da primeira (hipo)mania, geralmente se alternam depressões e euforias, de intensidade variável. Existem quatro tipos de transtorno bipolar. Se houve, pelo menos, um período de mania ou estado misto, é bipolar tipo I; quando só ocorreram hipomanias – crises de euforia mais leves que mania – bipolar tipo II. O estado misto caracteriza-se pela superposição ou alternância em um mesmo dia de sintomas depressivos e eufóricos importantes. Na ciclotimia, alternam-se durante anos sintomas de depressão e de euforia ainda mais leves, que duram apenas alguns dias. Pode ser confundida com um jeito de ser “instável”, “cheio de altos e baixos” e frequentemente antecede sintomas depressivos e eufóricos mais graves.

Se a depressão, a mania ou o estado misto estiverem acompanhados de alucinações (sentir, ver ou ouvir algo que não existe) ou delírios (pensar algo irreal, como achar-se culpado de coisas que não fez, que está sendo perseguido, que possui poderes especiais, etc.), trata-se do subtipo psicótico.

O transtorno do humor bipolar também pode ser chamado de transtorno afetivo bipolar e já foi chamado doença maníaco-depressiva (termo que não se usa mais).

O que significa bipolar?

Os transtornos do humor podem acontecer ao longo da vida dentro de um curso unipolar ou bipolar. No unipolar, só ocorrem depressões e, no bipolar, depressão e mania. Pacientes que só tem manias são raros e contam como bipolares, porque costumam desenvolver depressão mais cedo ou mais tarde.

Quais são as causas do transtorno do humor bipolar?

Desconhecem-se as causas exatas do transtorno bipolar, mas, aparentemente, o fator genético é determinante. Existe uma interação complexa entre fatores ambientais e internos com graus variáveis de vulnerabilidade genética. Inúmeros estresses podem desencadear ou mesmo manter as primeiras crises. Dificuldades financeiras, doença na família, perda de uma pessoa importante, uso de drogas, de inibidores de apetite, parto, etc. podem desencadear a doença em pessoas pré-dispostas.

Parentes de primeiro grau de pacientes com transtorno bipolar do humor podem ter diferentes tipos de transtornos do humor: unipolar, bipolar tipo I ou II, ciclotimia ou distimia.

É muito comum a pessoa atribuir a acontecimentos importantes, a problemas financeiros, profissionais ou sócio familiares as razões para entrar em depressão ou (hipo) mania. É mais comum ainda que ao menos parte desses problemas seja consequência dos sintomas iniciais da doença, que se agravam a partir daí.

Vale lembrar mais uma vez, que apenas a medicação não leva a cura, a medicação é muito importante para controlar os sintomas, mas a psicoterapia em casos de transtorno bipolar é primordial, o remédio vai tratar o sintoma e a psicoterapia a causa, buscando assim a cura!

Psicólogo em Curitiba

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