Cada um merece a sua própria terapia

            Pesquisadores tem a curiosa necessidade de comparar uma forma de tratamento psicoterapêutico com outro tratamento (farmacológico, ou outra forma de terapia), para assim poder fornecer um projeto de terapia “padronizada”, ou seja, uma terapia que serviria para todas as pessoas, a terapia seria sempre igual, como se programássemos robôs, uns iguais aos forma… mas e o ser humano… seriamos todos iguais? De forma alguma! Essa padronização torna a terapia menos real e eficaz.

Todo ser humano é único, por isso acredito que a terapia deva ser espontânea, o relacionamento deve ser dinâmico e deve estar em constante evolução, sem contar que existe uma sequência contínua de se vivenciar e, em seguida, se examinar o processo terapêutico – e não somente pelo terapeuta, mas também pelo paciente.

Em sua autobiografia, Jung descreve sua avaliação da singularidade do mundo interno e linguagem de cada paciente – singularidade essa que exige que o terapeuta invente uma nova linguagem terapêutica para cada paciente. Eu posso estar exagerando nessa questão, mas penso que a presente “crise” na psicoterapia é tão grave, e a espontaneidade do terapeuta encontra-se em perigo, que faz necessário que se tomem medidas radicais. É preciso avançar ainda mais:o terapeuta deve se empenhar em criar uma terapia para cada paciente.

Naturalmente a importância da técnica existe, mas tem significado diferentes para diferentes terapeutas, seja pela sua vivência pessoal, seja pela sua grande ou pequena experiência. Por exemplo, uma pessoa precisa de técnica para aprender a tocar piano, mas, no final, quando se quer criar uma música, é primordial se transcender a técnica aprendida e confiar nos próprios gestos espontâneos.

É preciso tentar, é necessário ousar, é fundamental quebrar paradigmas e se desprender um pouco das técnicas, assim se usa o potencial criativo que existe dentro de cada um. Para mim não é possível fazer psicoterapia usando padrões. Afinal trato de pessoas, de seres humanos únicos e não de patologias! Humanizar a psicologia é preciso…

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