Minha História

Tudo começou em uma manhã fria, no primeiro dia de setembro de 1978. Lá nasce o filho homem, tão esperado pelo meu pai e pelo meu avô, o Rafael Leitoles Remer, só tinha um problema, tinha nascido dois meses antes do esperado, dizem que minha cabeça era do tamanho de uma laranja, não tinha cabelo, sobrancelhas nem unhas.

Quando saí do hospital e fui pra casa, certa noite passei muito mal, eram meus primeiros dias de vida e meus pais fizeram um batismo improvisado no banheiro da nossa casa porque achavam que eu ia morrer e não queriam que isso acontecesse de modo algum, mas que se fosse para acontecer que pelo menos não morresse “pagão” (meus pais são muito religiosos).

Mais tarde meus pais entenderam a força da expressão “vaso ruim não quebra”, eu era o terror da casa, ou melhor, o terrorista da casa, não parava um minuto e não deixava ninguém quieto.

Com a adolescência veio a rebeldia, a dificuldade de fazer amigos, a paixão pelo rock e “otras cocitas mas”.

Aí deixei os velhos quase de cabelos brancos, minha mãe pintava pra disfarçar, mas dos poucos fios que ainda restavam na cabeça do meu pai, temos certeza que esses embranqueceram por minha causa.

E, leva o moleque naquele psicólogo que deu jeito em não sei quem, em outro, em outro e em outro, e ninguém domava o tal do Rafaelzinho como dizia minha mãe.

Rafael RemerNos estudos se pintasse um 05 no boletim já era motivo de alegria, o tempo foi passando e a pressão de “o que você vai ser quando crescer?” foi apertando, na verdade relutei o que pude para não crescer, mas foi inevitável…  meu ódio pela psicologia se transformou em amor, quando, a duras penas, entendi que ela funcionava se eu deixasse.

Enfim, a única vez que estudei na vida foi durante a faculdade de psicologia, meus pais ficavam bobos ao escutarem os telefonemas das meninas da faculdade me ligando para tirar alguma dúvida, e eu, até então, vagabundo confesso, tinha todas as respostas na ponta da língua.

Realmente tenho uma relação de amor muito grande com a psicologia, que começou formalmente quando passei no vestibular e comecei a estudar de verdade em 1998, me formei em 2002 e de lá pra cá venho tentando me equilibrar em cima de uma profissão que às vezes não é tão estável quanto parece.

Já fiz um pouco de tudo nessa área, fui voluntário ou estagiário dos lugares mais improváveis, não porque eu era bonzinho, mas também, não que eu não gostasse do que fazia, mas fazia muito mais para adquirir experiência, eu confesso. Hoje, depois de 16 anos de casamento com a psicologia, posso dizer que sou um psicólogo que consegue fazer o que a palavra psicólogo quer dizer: Médico de “Almas”! Acredito que nossas dores mentais e emocionais são sim dores na “alma” e através da psicologia,  temos conseguido (eu e meus pacientes) sucesso para nossa jornada!

Depois de tudo isso acabei virando “escritor” em 2016 lancei meu primeiro livro “Curador Ferido”… como a vida da voltas né…


MEU TRABALHO

abracce-logoRafael Leitoles Remer, psicólogo, registrado no Conselho Regional de Psicologia do Paraná sob o número 08/09332. Atuante na psicologia clinica desde 2002, formado pela Universidade Tuiuti do Paraná, formado em Auriculoterapia (acupuntura auricular) pelo Ibrate (Instituto Brasileiro de Terapias) Curso Especial de Qualificação na Utilização da Hipnose pelo Instituto Interaxis.

Hoje continuo trabalhando com a psicologia clinica, com a acupuntura auricular. Paralelamente, sou psicólogo e coordenador da clinica da ABRACCE (www.abracce.org.br), também sou o responsável pelas oficinas terapêuticas de música e de arte terapia da clinica, bem como acupunturista auricular , somado a supervisão dos demais profissionais da área de saúde que atuam na clinica. Até bem pouco tempo também fui professor das cadeiras de psicologia geral, psicologia organizacional, sociologia, filosofia, ética e bioética nos cursos pós médios das Escolas São Gabriel, Épicos e CEPROMEC.

Entre outras ações voluntárias feitas nesse período, destaco o trabalho no Centro Especializado Vida, onde trabalhei com dependentes químicos e seus familiares; o Pequeno Cotolengo do Paraná, onde atendia a deficientes mentais; o Projeto Reviver Down do Hospital de Clinicas, onde trabalhava com crianças e adolescente com Síndrome de Down; também implantei o serviço de psicologia na troca de administração do Asilo São Vicente de Paulo, onde mais tarde fui contratado como coordenador técnico da equipe de saúde e cuidadores de idosos.

Fui estagiário na Prisão Provisória de Curitiba (penitenciária do Ahú), no setor de psicologia e exames criminológicos, estagiei na Robert BOSCH do Brasil na construção do projeto Peça por Peça.

Trabalhei no primeiro CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) de Curitiba, no bairro Tatuquara, onde fui professor do Curso de Lideranças Comunitárias nos bairros da Caximba e Campo do Santana, onde também tive a oportunidade de ser autor e professor do curso “correndo atrás do primeiro emprego”.

Atuei também em um CAPS AD (Centro de Atenção Psico Social Álcool e Drogas), onde fazia atendimentos individuais e em grupos e era responsável pelos grupos operativos e as oficinas terapêuticas de música.

Dentre outros, publiquei na revista Atlas Psico em 2008 o Artigo: Uma visão arquetípica do curador ferido na psicologia clinica e em 2009 o Artigo: Álcool – Uma questão social. Hoje escrevo colunas semanais sobre assuntos pertinentes à psicologia no portal Acontece Curitiba.

Fui premiado pela Câmara Municipal de Curitiba no ano de 2008 com o Prêmio “Pablo Neruda de Direitos Humanos” por relevantes serviços prestados na área de direitos humanos na Associação Brasileira de Assistência ao Cidadão com Câncer e Especial Carente. E, em 2009 fui agraciado com o prêmio “Mérito de Saúde” pelo destaque alcançado na área da saúde em Curitiba e Região metropolitana.

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

C. G. Jung